Brega ou não, morreu hoje um símbolo da música popular
por Danilo Vasques
Conheci Wando em maio de 2009. Hora antes de um show que iria realizar sob o mote do dia das mães em um shopping center, encontramo-nos em uma sala reservada para uma conversa franca e direta. Microfone ligado e bloco de papel ao meu lado. Os indefectíveis óculos escuros em seu rosto e a camisa com o botão superior entreaberto.
foto: Danilo Vasques/9.mai.2009
Wando em apresentação de 2009.
O artista morreu na manhã desta quarta-feira, 8 de fevereiro
Abordamos em nosso papo algumas características de sua carreira e obra, do começo riscado ao violão à apresentação latente daquela noite. Falamos sobre sua representatividade popular tão peculiar, a relação com a figura da fã etc e tal. A família, a música e a conquista foram temas redivivos ali. A entrevista foi excelente, como recentemente comentei no Twitter.
"Cara que fica apaixonado fica brega", uma frase pinçada da conversa, converteu-se no título daquela matéria. Sobre a tal definição, que alguns encaram como um pressuposto pejorativo, emendou que se tratava de "uma palavra que veio para avacalhar a história da música romântica, da música mais popular". Do todo, uma conversa longa e com tutano, como diz um amigo. O show idem. Um espetáculo, à sua maneira, brega fosse ou não. Morreu hoje, aos 66 anos, vítima de uma parada cardíaca em Minas Gerais. Estava internado desde o dia 27.
Agradecimentos a Jéssica Lima, que me acompanhou na entrevista e hoje cedo, em um sms, já lamentava a morte do cantor.
