"Você não escreve bem se não ler muito", dizia Daniel Piza
por Danilo Vasques
Entrevistei Daniel Piza em junho de 2007 para uma edição especial do programa Refletor, produção que a TV Cruzeiro do Sul levou ao ar até o final de 2007. Mestre do ofício, respondeu a diversas perguntas sobre jornalismo e a prática da profissão, comentou seus braços culturais e literários e versou ainda sobre temas correlatos. Do programa de 28 minutos, pinço breves passagens a rememorar a prazerosa e instrutiva conversa que tivemos em uma pequena brecha cavoucada entre os compromissos que ele mantinha naquela tarde em plena redação do jornal O Estado de S. Paulo. Na ocasião, Piza era editor-executivo do Caderno 2.
Para uma tentativa de homenagem póstuma, transcrevo abaixo três trechos de sua fala:
“Você não escreve bem se você não ler muito... Você precisa ter uma familiariedade com a sua língua e conhecer a riqueza desse instrumento que é a sua língua, que você vai usar todo dia na forma impressa. E você só conhece lendo os caras que melhor manejaram essa língua, quer dizer, você lê Machado de Assis, você lê Rubem Braga, você lê Graciliano Ramos, mesmo autores menos coloquiais, como Euclydes da Cunha, Guimarães Rosa, mas que lhe dão uma noção do colorido e do potencial de expressões, e de argumentos também, que a língua pode lhe dar.”
“O jornalismo já nasceu com o jornalismo cultural, na
verdade, o jornalismo nasceu do jornalismo cultural. Ele não nasceu só
da notícia política e tudo mais, eles são contemporâneos. Você pega as
primeiras revistas, os primeiros periódicos na Inglaterra do século
XVIII, eles tinham forte tônica cultural. A revista Spectator, que está
viva até hoje, 300 e tantos anos depois, ela já tinha forte tônica em
assuntos culturais.”
“O jornalismo nasceu assim, e vai ser sempre assim, com a obrigação não só de informar, mas de fazer pensar.”
“O jornalismo nasceu assim, e vai ser sempre assim, com a obrigação não só de informar, mas de fazer pensar.”
Daniel Piza morreu ontem, 30/12, aos 41 anos. Vítima de um
acidente vascular cerebral, o jornalista, escritor, cronista e
advogado de formação pelo Largo de São Franscico deixa mulher e três
filhos.

Hola Danilo:
ResponderExcluirBien triste es la muerte de este periodista y más dejando una mujer y tres hijos.
A veces la vida da estos palos.
Descanse en Paz.
Y hablando de otra cosa, te deseo un Año Nuevo lleno de PAZ, SALUD, AMOR Y ARMONIA, para ti y tu familia.
Beijos, Montserrat
Olá, Montserrat!
ResponderExcluirMuito triste realmente, uma morte repentina aos 41 anos. Sublinho os votos de conforto à família e muita força a este momento.
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Muito obrigado pela consideração. Desejo um excelente Ano Novo para você e todos a sua família, com iguais votos de saúde, paz, amor e harmonia... Boas festas!
Beijos.