quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Planeta dos Macacos: a Origem


Envolvente e reflexivo, filme versa sobre limites da humanidade

por Danilo Vasques

Degenerativo, o mal apontado pelo neurologista alemão Alois Alzheimer no início do século XX atinge milhões de pessoas no mundo todo e configura um quadro dramático aos pacientes, seus familiares e outras pessoas afetadas direta ou indiretamente por ele. A busca pela cura da doença descoberta pelo médico há 110 anos é propulsora das ações do coprotagonista do filme "Planeta dos Macacos: a Origem". Em cartaz há um mês e meio no Brasil (estreou em 26/8), deve resistir tão somente a alguns dias mais nos cinemas.

foto: reprodução/divulgação
Humanidade é valor embutido nas relações entre símio e cientista

O ator James Franco interpreta um cientista que por anos seguidos garimpa solução capaz de vencer a doença que repercute dentro de sua casa: seu pai é portador de Alzheimer. No laboratório, os testes do medicamento experimental são realizados em símios arrancados da natureza. Uma fêmea parece reagir ao tratamento laboratorial; suas funções cognitivas são amplificadas e a inteligência da primata se desenvolve a ponto de reverberar elementos básicos do raciocínio humano.

Está posto o prólogo do filme dirigido por Rupert Wyatt que visa estabelecer o início de uma obra apresentada há mais de quatro décadas; o primeiro filme, O Planeta dos Macacos, cujo Charlton Heston é nome que se sublinha, estreou em 1968, repercutiu dentro e fora dos cinemas e angariou sequências e refilmagens. No novo título, Franco desenvolve um laço afetivo com um chimpanzé que acompanhamos evoluir desde a infância – o crescimento do animal é humanizado e reflete traços de uma criança em formação. Passados alguns anos, sua vida espelhará diversos hábitos e condições do convívio social humano o que não será necessariamente positivo. Júlio César é o nome do símio cujos movimentos e dimensões foram baseados no trabalho do ator Andy Serkis.

Um filme de reflexão contumaz. Aborda temas diversos e atuais, como o poder econômico da indústria farmacêutica sobre a produção científica, os maus-tratos contra os animais, a violência social e cotidiana, o estresse, entre outros. Questiona as relações entre os seres humanos e seus pares e demarca criticamente os abusos do homem sobre os outros seres, quais sejam eles. Ficção que se articula sobre dois lados de uma mesma moeda: a inteligência e a revolta simiecas emparelham-se à agressividade de um vírus que transformará a vida no planeta. Dos macacos e dos nossos semelhantes.

Em São Paulo, ainda em quatro salas.

4 comentários:

  1. Hola Danilo:
    Hará unos dos meses, fui a ver esta película y la verdad es que me emocioné, al ver el cariño que tenía el simio, hacía el abuelo.
    Desde luego a veces los humanos pueden llegar a ser más malos que estos primates que al fin y al cabo se enfurecían porque los provocaban.
    Una película muy buena que me impresionó.
    Beijos, Montserrat

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  2. Hola, Montserrat!

    Recuerdo el post que usted escribió sobre la película hace dos meses, me inspiró, muy bueno.

    "O Planeta dos Macacos: a Origem" presenta reflexiones sobre muchos temas relevantes; me alegro que te haya gustado del película.

    Como siempre, agradezco su visita y generoso comentario.
    Besos.

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  3. Olá Danilo,como vai? Já estive aqui um dia desses, mas não consegui publicar meu comentário. Os velhos problemas do blogspot.

    Delícia (chegou a minha vez )de sinopse.Diria belíssima resenha, pois você não esqueceu, sequer, um item . E sua intervenção crítica me encantou.Dá prazer em ler e reler.
    Assisti e assistirei quantas vezes forem necessárias. Uma narrativa espetacular,não é? Como você bem diz, um filme de reflexão contumaz.A atuação de Caesar é d+.E o olhar de Caesar? Que efeitos especiais! Recentemente,senti vontade de incorporar o espírito do símio ao ter de enfrentar "uma batalha" nesse mundo virtual. :( Sabe que agora,te escrevendo, pensei na possibilidade do símio ter mais qualidades humanas do que em "alguns humanos" que vemos por aí. Viajei,Danilo. :)
    A-do-rei sua visita, acredite.Que bom que você curtiu a viagem...e sem malas.Gosto de te ver lá.:)

    Um beijo pra você e boa semana.

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  4. Oi, Lau!

    Sua presença aqui é sempre muito bem-vinda, uma honra.

    Fico grato pela visita e pela consideração sobre o texto, as particulidades que você apontou revelam bastante, é muito bom saber que você gostou do filme e que dividimos opiniões semelhantes sobre ele. Concordo contigo também quando comenta sobre a humanização do chimpanzé que às vezes se sobressai mais do que em algumas pessoas, tenho a impressão que essa ideia também dá para se ver no filme, concordo com a sua viagem.

    Seu comentário é sempre um incentivo para seguirmos com o trabalho. Gosto de viajar ali pelo "Renascendo", aprendo e curto quando passo por lá. Obrigado.

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