segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Super 8

Agradável ficção científica valoriza o lúdico e a ação 

por Danilo Vasques

O prólogo é espetacular. Um grupo de jovens realiza uma tomada em determinada estação de trem. A ferramenta principal é uma super 8. Trata-se de um momento dramático, as mútuas declarações de amor climatizam a latente despedida entre a mocinha e o seu par. A cena vai compor um filme de terror que os jovens insistem em montar. A noite segue alta e a equipe resolve valorizar a locação quando um trem surge no horizonte. Câmera ligada, máquina correndo e um carro invade os trilhos. Eis a sequência que determinará o desenrolar da fita.

foto: divulgação
Destemidos em cena. Elle Fanning, Joel Courtney e, ao fundo, Riley Griffiths.

A história de Super 8, superprodução dirigida por J. J. Abrams e ainda em cartaz, versa sobre crescimento, amizade, fidelidade, perdas e descobertas – a renúncia e a fantasia também serão temas recorrentes. O tom lúdico dos dramas e aventuras que permeiam a infância, adolescência talvez, dos protagonistas dá vazão a uma ficção científica entrecortada por diversos sentimentos humanos. E muita ação.

Passado

A super 8 que compete ao título é uma filmadora lançada em meados da década de 1960 pela Kodak; uma portátil que atualizou o formato de 8mm. Popularizou-se à confecção de filmes amadores e caseiros. Fora de série, é ainda cultuada por diversos cineastas e cinéfilos e utilizada em produções alternativas, videoclipes e mesmo em obras de amplo alcance.

O tom memorialista do título se esparrama pelo cenário que remonta ao ano de 1979 numa cidade interiorana dos Estados Unidos. Eis o tempo da infância de Jeffrey Jacob Abrams, nascido na cidade de Nova York em 1966. Hoje ele assina J. J. Abrams e é um dos realizadores mais aclamados no cenário norte-americano e nome de sucesso mundial.

Presente

Abrams é o homem por trás de Super 8. E se você já conhece outros trabalhos de sua carreira, sobretudo o monstro Cloverfield, e alguns bons títulos de Steven Spielberg, principalmente aqueles que exploram a vida extraterrestre, talvez reconheça tipos comuns e mútuas citações nesta superprodução que estreou no Brasil em 12/8. A dupla assina o expediente da linha de frente. Spielberg é o coprodutor.

Nota-se um filme repleto de referências. Contudo, quem não conhece ou recorda a produção anterior de ambos cineastas pode assistir a Super 8 sem qualquer prejuízo. As menções não engessam a obra. Somam apenas e permitem passagens que rubricam o grande cinema que ambos procuram estabelecer. Uma das produções mais agradáveis do ano. Na cidade de São Paulo, permanece em cartaz em apenas uma sala nesta semana: se for ao cinema, não deixe de ver os créditos.

4 comentários:

  1. Um grande filme que prende a atenção do telespectador do começo ao fim. Grande na história, nos efeitos, nos diálogos, nas interpretações... Valeu muito!

    Parabéns pelo texto, Nilo, você sempre traz informações e sugestões preciosas aos leitores.

    Beijos.

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  2. Obrigado, Jéssi, pela visita e interação.

    Agradeço o comentário, fico contente que tenha compartilhado suas impressões sobre o filme. Muito obrigado pelas considerações para com meu trabalho, é muito valioso saber sua opinião.

    Beijos.

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  3. Bom dia Danilo:
    No he visto la película, pero tengo ganaas de verola.
    No se si está en algún cine de Valencia, sino miraría de alquilarla.
    Um beijo, Montserrat

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  4. Hola, Montserrat!

    Como siempre, me siento agradecido por tu comentario y tu visita, un honor.

    Se trata de una película muy interesante.

    Besos. (En el Brasil, hoy, 7/9, es el Día de la Independencia; se celebra el momento que el país ha dejado de ser una colonia portuguesa).

    Perdón mal escrita española, no soy muy bueno con la lengua.

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