"Nesta
noite, posso relatar ao povo americano e ao mundo que os Estados
Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da
Al-Qaeda e um terrorista responsável pelo assassinato de milhares
de homens, mulheres e crianças inocentes", declarou [Barack Obama]. Apontou ainda que a
pequena operação foi conduzida por militares norte-americanos e que não
houve registro de nenhuma baixa. Os soldados, que há uma semana já trabalhavam com informações do paradeiro do terrorista, mantiveram o corpo sob custódia. Bin Laden é assassinado e Obama diz que "justiça foi feita", Café de Outubro às 4h07 de segunda-feira, logo nas primeiras horas após sua morte (2.mai.2011)
Ler primeira parte
TERRORISTA NÃO ESTAVA ARMADO; CADÁVER FOI LANÇADO AO MAR
por Danilo Vasques
Atualizando a informação supracitada: nenhuma baixa militar do grupo de elite que protagonizou a campanha. Os EUA declararam que além de Bin Laden, quatro pessoas
foram mortas. A força norte-americana que realizou a captura e liquidou
o terrorista é um comando da Marinha denominado SEAL. A ação durou
aproximadamente quarenta minutos. Cerca de vinte militares invadiram a casa fortemente protegida onde o terrorista estava.
O grupo é
oficialmente conhecido como Seal Team Six (SEAL 6) e tem base no Estado de
Virgínia (EUA). De acordo com o Washington Post, há cerca de 2300
militares ativos envolvidos na coordenação e nas atividades das seis unidades SEALs. Trata-se de um seleto grupo de militares não identificados e que atuam sob sigilo absoluto, segundo anota a matéria (em inglês) do diário norte-americano.
O
secretário de imprensa da Casa Branca, Jay Carney, afirmou nesta terça (3) que Bin
Laden não estava armado durante a ação que o levou à morte. Contudo, o
secretário pontuou que ele resistiu à invasão dos soldados. O secretário mencionou que
não apenas o uso de arma de fogo indica resistência, segundo reportagem (em inglês) do The New York Times. Foi divulgada pela imprensa mundial a suspeita de que Bin Laden teria usado uma mulher como escudo.
O
corpo do terrorista, apontado como o mentor dos ataques de 11 de setembro, foi lançado ao mar árabe¹ na madrugada de segunda-feira (horário de Brasília). Antes, porém, foi fotografado e teve retiradas amostras de DNA. Segundo divulgado, o grupo militar, a bordo de helicópteros Black Hawk, lançou o cadáver envolto em um lençol branco.
Os Estados Unidos indicaram que a
ação serviu para realizar um funeral segundo os costumes religiosos islâmicos e que
não enterrá-lo evitaria a criação de um mausoléu que poderia vir a reunir seguidores extremistas. O jornal El País aponta que a religião islâmica indica o enterro como
forma apropriada de sepultamento. De acordo com as primeiras palavras do
texto do diário espanhol, tal religião reconhece apenas "o enterro de um cadáver em terra firme" (em espanhol).
As informações sobre a operação militar que resultou na morte de Bin Laden estão sendo repassadas a público de forma contida pelas autoridades norte-americanas. Os Estados Unidos têm sido cautelosos em relação às divulgações não oficiais. A secretária de Estado Hillary Clinton afirmou ontem que a morte de Bin Laden "não deve frear o combate ao terror", como anotou especial de hoje do jornal O Estado de S. Paulo (página A10).
¹ A leitora Montserrat Llagostera Vilaró
já havia apontado em comentário neste blog, logo após a primeira
postagem sobre o tema, que a televisão espanhola indicava que o corpo do terrorista havia sido lançado ao mar já na manhã de segunda-feira (madrugada no
Brasil). Ela escreveu às 4h57 (horário de Brasília) daquele dia: "Estaba viendo ahora a las 9,45 h. en España en la TV., decían que habían tirado el cadáver de Bin Laden al mar / Estava vendo agora, às 9h45, na Espanha, na TV, dizerem que haviam atirado o cadáver de Bin Laden ao mar". Montserrat é autora do blog Pensamentos e memórias de uma Rosa de Abril (em espanhol).
atualização às 16h40 de 9.set.2011
correção ortográfica: 4º parágrafo
Parabéns pela cobertura sobre a morte de Bin Laden. Estou acompanhando também pelo Café de Outubro, e percebo a riqueza de informações e detalhes que você aponta.
ResponderExcluirÉ uma história que terá muito a se dizer. Vamos seguindo por aqui.
Beijos.
Jéssi,
ResponderExcluirobrigado pela visita e pelo comentário. Vamos todos acompanhando o desenrolar desta história tão significativa para o cenário político internacional e que responde àquela que foi chamada de "a primeira guerra do século XXI".
Beijos.