Segundo o período El País, o ugandense David Kato morreu a caminho do hospital. Nos altos de seus 41 anos, não resistiu a graves ferimentos em sua cabeça. Para Jeffrey Gettleman, do jornal New York Times reproduzido pelo brasileiro O Estado de S.Paulo, foram golpes de um martelo. Foi uma brutalidade absurda. O diário espanhol por ora se põe reticente e menciona que há ainda versões que apontam para ferimentos a balas como a causa da morte. A polícia ugandense não afirma que o assassinado configura um crime de ódio.
Kato viu seu rosto estampado em novembro passado na capa de um periódico local chamado Rolling Stone (nada a ver com a revista de música) sob um título que incitava a morte de homossexuais. O tablóide publicou uma lista com nomes e fotos de 100 gays do país. A legislação de Uganda é anti-homossexual e prevê à atividade cárcere de até 14 anos.
capa do jornal ugandense Rolling Stone
O ativista havia endossado em 2009 o movimento popular contra uma medida parlamentar que pretendia legitimar a pena de morte para casos de homossexualidade. Em fevereiro do ano passado, o presidente dos EUA, Barack Obama, criticou publicamente a inclinação antigay ugandense ressaltando preocupação com o crescente ódio no país. Segundo o jornal espanhol, Uganda está entre 70 nações que punem a homossexualidade. No mesmo continente, a Nigéria, por exemplo, permite que gays sejam mortos por apedrejamento. Já no Quênia, podem ser condenado a vários anos de prisão.
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Lea T., filha do ex-jogador e técnico de futebol Toninho Cerezo, chega ao Brasil para desfilar em um renomado evento de moda em São Paulo, cidade que por diversas vezes testemunhou agressões a gays em sua principal avenida. Nascida menino Leandro nas Minas Gerais, mudou-se para a Itália quando se viu cerceada por preconceitos e discriminação. É nome de destaque no cenário europeu e na América.
Recentemente estampou capa do caderno de cultura do Estadão. Em entrevista à repórter Flavia Guerra, Lea T. comentou, entre outras coisas, que dia desses em Milão ouviu ofensas dentro do metrô. Sobre o preconceito que sofreu, damos vez às aspas: "Um cara começou a gritar comigo porque sou transexual. Disse que gente como eu tem que morrer. O que surpreende é que, além de não terem me defendido, depois dele sair do trem, ninguém perguntou se eu estava bem".
Lea T. (segunda da dir. para a esq.) em campanha de grife
Lea T. ser protagonista em eventos de moda internacionais e figurar na mídia global é algo simbólico. Assim, possibilidades de expressão e de liberdade de opção sexual recebem novo fôlego com a projeção do trabalho da modelo brasileira crescida em Gênova. Num cenário em há poucos anos, nas décadas pré-Gisele Büdchen, primava-se por modelos uniformizadas em corpos e rostos quase inexpressivos, a carreira bem-sucedida de uma transexual sinaliza novos processos na promoção da igualdade.
É mesmo um mundo de contrastes: num planeta que gira, vemos a luta diária pela evolução em todas as áreas do conhecimento enquanto ficamos às voltas com a barbárie.
fotos: divulgação/reprodução
fotos: divulgação/reprodução
revisado às 2h29 de 30/1/2011


Hola Danilo es bien triste y dramático que pasen estas cosas.
ResponderExcluirOjalá pronto salgan noticias de bondad, que tambien las hay aunque estén escondidas.
Enhorabuena por tu blog.
Besos, Montserrat
Hola, Montserrat,
ResponderExcluirgracias por tu comentario. como tú, quiero más buenas noticias en el mundo.
gracias por tu visita y palabras.
besos.
Nilo, ótimo texto! É lamentável que ainda exista - e como! - tanta brutalidade movida pelo preconceito. Ainda bem que há, também, sempre pessoas lutando contra essa corrente. Parafraseando você, me parece às vezes um tanto louco esse mundo de contrastes. Parabéns pela postagem! Bjo
ResponderExcluirDan, muito obrigado por sua visita. Agradeço seus elogios, fico contente por sua leitura. Os contrastes estão aí, mas sejamos otimistas com o porvir. Obrigado. Beijos.
ResponderExcluirE temos que seguir caminhando neste mundo de contrastes tão difíceis de digerir. É complicado.
ResponderExcluirParabéns por seus apontamentos nesse texto tão simbólico.
Gostei do novo visual do blog, está lindo.
Beijos.
Danilo Vasques
ResponderExcluirObrigado, Jé.
Vamos seguindo, pois.
Agradeço seu comentário e também seus elogios, fico contente que o novo visual do blog lhe agradou.
Beijos.