terça-feira, 31 de agosto de 2010

Crescendo...

Na tarde de ontem, alguém se divertindo entre livros:


1º.out.2010:
In memoriam


Morreu na madrugada de 1º de outubro, o pequeno Sofico, também conhecido como Sofio (e apelidado de Marrom, Marronzinho ou Belezurinha). Fica aqui a nossa homenagem e o nosso adeus.

crédito: Danilo Vasques

Cerejeiras

Bosque das Cerejeiras no Parque do Carmo


O mês chega ao fim. Pois, em tempo, registro aqui a 32ª Festa das Cerejeiras. A celebração ocorre anualmente nos primeiros dias de agosto no Parque do Carmo, situado na região leste da cidade. Soma-se a sua extensa área verde um bosque dedicado exclusivo ao cultivo de tais árvores tradicionais do Japão — Itaquera possui uma significativa colônia japonesa. O floreio das cerejeiras congrega visitantes de diversas cidades do país.


céu de agosto visto sob galhos de uma cerejeira


créditos das fotos: Daniel Vasques

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Barata

"De fato, o corpo de Gregor estava completamente achatado e seco; agora que não mais se erguia sobre as perninhas, percebiam isso, e nem se preocupavam mais em desviar o olhar" ¹

Franz Kafka



A todos cabe um começo. E temos que num dia deixamos de ser.

Hoje, às 17h25, uma tarde quente em São Paulo, jazia no beiral daqui de casa uma barata. Não sei sua razão de morrer. Talvez, alguém tenha precipitado seu encerramento, talvez, a secura do dia... De tudo o que fora, já não era: estava morta.





¹ KAFKA, F. A metamorfose. Nova Cultural: São Paulo, 2002.

Crédito da imagem: Danilo Vasques

Sol de inverno



Pôr-do-sol observado da Cidade Antonio Estevão de Carvalho na tarde desta sexta-feira, 28 de agosto.


São Paulo enfrenta há oito dias uma sequência de tempo seco e altas de calor. Contudo, a baixa umidade no ar e a poluição concentrada abaixo da atmosfera permitem alguns recortes ímpares. Ainda assim, não deixemos de ressaltar que tais condições climáticas podem estimular ou agravar doenças respiratórias e alergias, entre outros problemas.




As fotografias foram realizadas a partir das 17h15, com uma câmera digital. Créditos: Daniel Vasques, meu irmão, é o autor da primeira imagem. Assino as demais.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Interiores



Numa tarde há pouco mais de dois anos, quando caminhava pela Praça da Sé, centro de São Paulo, resolvi calar os passos por poucos minutos. Adentrei à antiga catedral e ali me permiti alguns momentos de contemplação. Apresento cá duas fotografias realizadas naquele 15 de agosto de 2008.



nota: ambas fotografias foram reproduzidas originalmente no blog Casa Azul da Literatura, em outubro de 2009. créditos: Danilo Vasques

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Pumpkins


Um breve recorte:

Uma agradável lembrança que compartilhamos hoje cedo, minha irmã e eu, aconteceu há exatos doze anos. Naquele 16 de agosto de 1998 estávamos no extinto Olympia, em São Paulo, a curtir as duas horas e meia de um dia ímpar: os Smashing Pumpkins voltavam ao Brasil.


Entre muitas cenas, recordo Corgan trajado de preto no palco seguindo a tendência memorável do vampiro criado por Murnau em 1922. Teve espaço para violão, diálogo com público e uma gama de hits. Além, claro, de conhecermos ao vivo o novo repertório. Ava Adore, a então música de trabalho, era a única que já frequentava as rádios brasileiras e a banda parecia seguir num momento de alta produtividade (mesmo sabendo agora das derrapadas nos anos que seguiram). Eis que foi um show grandioso.

Em tempo, São Paulo figura novamente na agenda do grupo: show marcado para novembro próximo.


*

Daniela Vasques relata suas impressões diretamente em seu blog, leia clicando AQUI ou vá direto para danvasques.blogspot.com

domingo, 15 de agosto de 2010

Sombra

por Danilo Vasques  

Confesso que não tive amizade com Branca. Não que houvesse algo contra, tampouco, simpatia. Até, vez ou outra, cheguei a sorrir perto dela, mas acostumei-me a passar quase sempre apressado aos seus olhos, sem permitir qualquer aproximação.

Ouvi histórias sobre sua personalidade um tanto traiçoeira, sabia que era arisca. Não que configurasse propriamente um problema, ao menos, para mim. Um primo contou que chegava a trocar de calçada para evitá-la.

Branca habitava a viela da Dona Noemia. Dona Noemia que chamávamos Vó Doceira, pois, nos tempos de nossa infância, ela vendia doces em sua casa na esquina da viela. Acho que Branca chegou quando a doceira já não mais vivia. Branca teve casa, contudo, passou a morar na viela ao ser abandonada. Essa história foi meu pai quem contou: num dia, sem aviso, a família de Branca mudou-se de endereço, deixando-a para a própria sorte. No fim, Branca esteve só como todos.

Achei engraçado quando minha mãe contou a vez em que descia nossa rua e encontrou parado um outro primo meu. Ele estava receoso de passar pela Branca, era seu histórico que o segurava ali. Desceram juntos a rua.

Na última quarta-feira, céu aberto com algumas nuvens. Branca escolheu repousar à sombra do assoalho de um carro, pertinho dos pneus dianteiros. Nem era um dia tão quente aquele 10 de agosto. A motorista deu a partida, o veículo desceu um pouco, coisa de um metro. Ouvimos a freada. Branca saiu correndo gritando, a coluna irremediavelmente comprometida. Tentou subir a viela e foi triste demais quando a vimos cair de costas, rolando para trás, sem forças para se manter em pé. Ficou prostrada ali, aos olhares, sofrendo com seu gemido baixo.

A impassibilidade perante o fim iminente. Um pequeno corpo vítima de um atropelamento, um acidente casual, uma fatalidade. A Branca dita tão raivosa, frágil ali no chão, esperando dolente os derradeiros momentos. Penso agora no título em português de um desenho de 1989, coprodução americana/inglesa/irlandesa, o qual nem sei dizer se é bom: Todos os cães merecem o céu.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Bienal do Livro de São Paulo


pavilhão de Exposições do Anhembi: área ocupada de 60 mil m²

São 13h44, escrevo diretamente da sala de imprensa da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anhembi. Mais uma vez, a cidade recebe o renomado evento literário, palco de constantes encontros com consagrados autores e celebridades literárias ou não. Aqui, segue a premissa de integração cultural em várias frentes concomitantemente ao universo comercial do mercado editorial.

Há pouco, no Espaço das Orquídeas, foi realizada a divulgação dos professores autores selecionados pelo evento Valeu, Professor!, iniciativa da prefeitura paulistana. O escritor e novelista Walcyr Carrasco corroborou o encontro com os educadores. O prefeito Gilberto Kassab, aniversariante da vez, questionado sobre o significado da Bienal para o município e, especificamente, para a educação, reiterou a importância do evento no âmbito da "cultura" e o seu papel como instrumento de valorização à cidade.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Parada

No começo da tarde do dia seis de junho de 2008, estava na região da Luz para acompanhar uma gravação. Tratava-se da captação de imagens de algumas praças da cidade para ilustrar uma edição do programa em que eu trabalhava à época. No caso, estudávamos os melhores ângulos da praça Júlio Prestes.

Eis que não resisti e virei-me
por alguns instantes, a praça às costas, só para registrar com um aparelho celular as luzes do sol a iluminar a histórica estação no alto das 12h10 daquela sexta-feira paulistana.