Quando garoto, antes mesmo da escola, eu dizia que um dia seria desenhista de avião. Minha mãe indicou-me, naquela época, um nome mais apropriado e, como não era muito fácil de se entender, supus que era um nome ainda mais imponente: projetista de aviões.
Naturalmente, a vida seguiu por outros rumos. Formei-me jornalista inclinado para cultura e passei longe daqueles remotos anos. Ainda continuo a desenhar, outros temas é verdade, de forma amadora e cada vez com menos frequência: a tal da história "falta tempo". Certo que, eventualmente, solto aqui e ali uma das minhas artes, por assim dizer, só que não fiz carreira e nem estudei à ponta do lápis.
Dito isso, vale comentar que hoje ainda levo muito gosto por avião. Não para desenhar, contudo, eita, acho lindo o bicho lá no alto. Curto vê-lo no céu e quando passa baixinho então... E para mim é ótima a sensação de ser um passageiro. Voei a primeira vez aos vinte anos, cruzei o Brasil de São Paulo a Recife, pra mor de trabalho, e não esqueço nunca aquela brancura que era um mar de nuvens. Tive a sorte de ser um dia quente de sol.
Engraçado, recordo agora, a primeira palavra que li, começo, meio e fim, foi justamente a danada: avião. Estava novamente com minha mãe num ônibus cheio, avenida São Miguel, época em que não havia cartão magnético e os pagamentos eram recebidos na boca dos caixas de banco. Indo passar uma daquelas longas tardes dentro de uma agência, olhei pela janela do ônibus, colo de minha mãe, e vi distante um outdoor que sustentava a tal palavra. Avião. Minha mãe, eu sei, não esquece a cena. Eu ainda iria completar seis anos.
Bem, recordado o passado, uma anotação jornalística sobre os dias que correm:
Em outubro próximo, deve ser lançado o vídeo "Viajando com a Esquadrilha da Fumaça". Trata-se de uma produção institucional da Farol Filmes e que não tem a premissa de entrar em circuito. Pressupõe venda na internet e nos eventos em que participe o Esquadrão de Demonstração Aérea, o nome oficial da esquadrilha conhecida como Fumaça, da FAB.
Naturalmente, a vida seguiu por outros rumos. Formei-me jornalista inclinado para cultura e passei longe daqueles remotos anos. Ainda continuo a desenhar, outros temas é verdade, de forma amadora e cada vez com menos frequência: a tal da história "falta tempo". Certo que, eventualmente, solto aqui e ali uma das minhas artes, por assim dizer, só que não fiz carreira e nem estudei à ponta do lápis.
Dito isso, vale comentar que hoje ainda levo muito gosto por avião. Não para desenhar, contudo, eita, acho lindo o bicho lá no alto. Curto vê-lo no céu e quando passa baixinho então... E para mim é ótima a sensação de ser um passageiro. Voei a primeira vez aos vinte anos, cruzei o Brasil de São Paulo a Recife, pra mor de trabalho, e não esqueço nunca aquela brancura que era um mar de nuvens. Tive a sorte de ser um dia quente de sol.
Engraçado, recordo agora, a primeira palavra que li, começo, meio e fim, foi justamente a danada: avião. Estava novamente com minha mãe num ônibus cheio, avenida São Miguel, época em que não havia cartão magnético e os pagamentos eram recebidos na boca dos caixas de banco. Indo passar uma daquelas longas tardes dentro de uma agência, olhei pela janela do ônibus, colo de minha mãe, e vi distante um outdoor que sustentava a tal palavra. Avião. Minha mãe, eu sei, não esquece a cena. Eu ainda iria completar seis anos.
Bem, recordado o passado, uma anotação jornalística sobre os dias que correm:
Em outubro próximo, deve ser lançado o vídeo "Viajando com a Esquadrilha da Fumaça". Trata-se de uma produção institucional da Farol Filmes e que não tem a premissa de entrar em circuito. Pressupõe venda na internet e nos eventos em que participe o Esquadrão de Demonstração Aérea, o nome oficial da esquadrilha conhecida como Fumaça, da FAB.

