Há umas duas semanas, parei para lanchar num shopping center. Estava a trabalho, precisava ser breve, sentei frente a uma lanchonete. Eis que vem Marina Silva, acompanhada por um grupo engravatado, passa a dois metros de onde estou e para na mesma loja americana onde eu comprara o hambúrguer. Ela conversa com o atendente e segue sem pedido contornando a praça de alimentação. No dia seguinte, sua foto em sabatina de um jornal paulista, cujo nome estampa o teatro no mesmo shopping, torna mais claro entender a cena.
Daí, dez minutos após sua passagem, findo o almoço e procuro as escadas. Desço uns dois ou três andares e não posso deixar de notar uma vendedora, na casa dos seus vinte anos, vestida num pijama azul claro de bolinhas escuras que a cobria dos pés ao pescoço. Recordo minha encaracolada sobrinha de cinco anos a correr pela sala em semelhante pijama. Trata-se de uma rede que também vende meias e roupas íntimas.
Deveras, foram duas imagens que se sobressaíram naquele longo dia.
0 comentários:
Postar um comentário