quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Paradoxo*

Há pouco a noite estava tão clara. A lua reluzia alta, as nuvens de longe compunham um céu de formas estranhas. Era uma noite de se namorar, o vento no rosto num frescor outonal no meio do inverno. A noite era de poesia. E ainda é. As nuvens agora encorpam o negrume e compõem um momento de inspiração. Digo, sem dúvidas, que é uma dádiva estar vivo.


*Paradoxo corresponde ao fato de escrever este texto curvado defronte a uma tela de computador, enquanto lá fora, linda, a lua desponta.


Foto realizada por Danilo Vasques na madrugada de 6 de agosto de 2009. Todos os direitos reservados.

2 comentários:

  1. Danilo, primeiramente, gostaria de agradecer pela sua visita a meu blog e por seu comentário.

    Acabei de ler dois textos seus. Foi o suficiente para saber que quero ler mais, com mais calma.

    Dizem que há dois tipos de escritores: o professor e o artista. O primeiro, nos instiga, nos instrui. O segundo - que a meu ver é o seu caso - nos arrebata. Parabéns!

    Abraço
    Sandra

    ResponderExcluir
  2. Sandra, muito obrigado pelo comentário tão gentil e generoso. Sinto-me enaltecido, pois, para mim, é difícil pensar que minhas frágeis palavras chegam a tanto. Fico realmente muito agradecido (e pasmo) pelo "escritor" que "arrebata". Obrigado. Retribuo dizendo que seu blog (sandrav.zip.net) é daqueles que parecem magnetizados: prendem o olhar do leitor que anseia sempre por melhores caminhos. Parabéns.

    ResponderExcluir