Certa vez, comia um cachorro-quente de barraca. Numa conversa, sem muito divagar (mas um pouco, é claro), contei que havia conhecido a Bahia através de algumas páginas de Jorge Amado.
Não consigo precisar quando foi a primeira vez que abri um livro de sua autoria, sei apenas que na adolescência. Tirado da estante, gastou-se em minhas mãos e a capa chegou a cair: Jubiabá.
Depois, consumi outros de Amado, contudo, quero contar que há dias em que me pego relembrando os ares de uma cidade baiana vista pelos olhos de Baldo, o Antônio Balduíno, protagonista de tal livro. Tanto quanto Tia Julia e o Escrivinhador, de Vargas Llosa, também da coleção de minha mãe, Jubiabá, naquele momento, ajudou-me a sentir um pouco mais da vida.
Texto revisado em 25 de outubro de 2010
Seria um vagar interessante. Só me lembro da leitura do Capitães da Areia, e até agora ainda não me questionei do quanto me marcou. Vou pensar.
ResponderExcluirObrigado pelo comentário. Eu vejo que falta nos meus esse leveza própria do teu olhar. Admiro muito esse jeito.
Saudade das nossas conversas!
Grande abraço.
Minha leitura dos romances de Jorge Amado se resume a: "O país do carnaval", "Cacau" e "Suor", que me caíram nas mãos ainda na adolescência, reunidos em um só volume. Com eles redescobri o Brasil e logo em seguida li "Mar morto", "Capitães da areia" e "São Jorge dos Ilhéus". Mais adiante, "Gabriela, cravo e canela" e "Dona Flor e seus dois maridos". Fiquei por aí, mas bastou para ter uma boa noção do seu universo temático. Concordo com você, que é imprescindível uma passagem por "Todas as Bahias do Santo Amado" para se vivenciar na plenitude o peso de sua obra pelos olhos de seus inesquecíveis personagens.
ResponderExcluirAbração.
Muito obrigado pelo comentário. Concordo plenamente, Amado nos apresenta um Brasil particular possível de ser redescoberto em suas páginas (e também através dos olhares de seus inesquecíveis personagens, como você bem falou)! Obrigado. Abração. Danilo
ResponderExcluirYgor, como sempre, muito obrigado pelo comentário e por sua consideração e sensibilidade. Grande abraço.
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